sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

FUNDO DO POÇO


PESSOAL LI ESTE POST NO BLOG: WWW.PORTALCAFÉBRASIL, e achei importante divulgar por aqui.
Esta semana um incêndio irrompeu na favela México 70, em São Vicente, cidade no litoral de São Paulo. As chamas consumiam 80 barracos e eram combatidas pelos bombeiros. A Polícia Militar estava no local dando apoio. Lá pelas tantas, em meio ao incêndio e fumaça, alguns moradores se desentenderam e acabaram sendo dispersos pela polícia, com bombas de efeito moral e balas de borracha. Nada de novo, portanto, e provavelmente essa versão de que “moradores se desentenderam” será desmentida pelos de sempre. Mas durante o incêndio acontece o inusitado: bandidos assaltam os bombeiros que estavam trabalhando, roubando relógios, carteiras e celulares sob a mira de armas. Este é o depoimento de um dos bombeiros assaltados:

“Quando chegamos ontem do incêndio na favela do México 70, como todo incêndio em favela, difícil acesso, muita gritaria, muita tristeza, porém chegamos, viaturas de todos os lados da região, Cubatão, Praia Grande, Santos e São Vicente, bombeiros trabalhando muito para controlar o enorme incêndio. MAS PARECE QUE TUDO ISSO não é suficiente para os moradores do local. Durante minha atuação na ocorrência, estava me deslocando com caminhão mais de 20 toneladas (at 06101 do jd castelo\santos) indo pela quarta vez abastecer d' água, QUANDO FUI SURPREENDIDO POR 06 MARGINAIS, ONDE FIQUEI COM DUAS ARMAS APONTADAS EM MEU PEITO, ENQUANTO LEVAVAM MINHA ALIANÇA, CELULAR, RELÓGIO E MAQ. FOTOGRÁFICA E O TEMPO TODO SENDO AMEAÇADO DE MORTE.

Então para tudo e vamos refletir. EU Cb PM Petrin, depois de horas de combate ao incêndio na favela, sou ASSALTADO/ROUBADO pelos mesmos ocupantes da favela para quem estou trabalhando. ACABOU TUDO, É O FIM DO MUNDO, e por um minúsculo gesto desses marginais, quase entro na estatística de PM morto.

As emissoras de TV divulgaram uma simples nota dizendo que um bombeiro foi assaltado... porque essa imprensa tendenciosa não vem me ouvir, será que tenho algo a falar, foi uma experiência horrível, pois é moralmente um absurdo o acontecido. Agradeço ao oficial de área (...) e em especial o Posto de Bombeiros de São Vicente, Prontidão Azul, que não mediu esforços em tentar localizar e resgatar os meus pertences. Mas o maior bem que me levaram, FOI A ALEGRIA DE TRABALHAR SEM OLHAR ‘ONDE E PRA QUEM’.

Comprovação, porém graças a Deus, foi somente eu o bombeiro assaltado, é que a mídia não consegue ler corretamente, mas é revoltante o espaço dado ao favelado falando mentiras sobre a PM e o espaço zero de resposta à PM. Como sempre o Estado sendo indiretamente massacrado pela mídia...

Eu e muitos outros bombeiros estávamos lá quando iniciou o confronto e presenciamos uma quantidade enorme de favelados com garrafas de vidro sendo arremessadas nos policiais, paus e pedras sobrevoavam... e com tudo isso continuamos o combate ao incêndio, para logo após eu ser assaltado por seis marginais com duas armas no peito... mídia hipócrita.

Peço o apoio de meus amigos para divulgação e conhecimento...

Um grande abraço. F. P. - Corpo de Bombeiros.”

Que tal? “Me levaram a alegria de trabalhar sem olhar onde e para quem.” Na boca de um bombeiro, como seria na de uma enfermeira, de um policial, de um carteiro ou de um professor, essa frase representa sim o fundo do poço.

Mas ruim mesmo é esta impressão de que ainda dá para descer mais.
Luciano Pires

www.portalcafébrasil.com.br




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

E agora?









Como vou prestar concursos escadinhas, até chegar aonde tanto quero que é a Magistratura do Trabalho, preciso saber por onde começar e qual direção. Vou pesquisar bastante e vou postar aqui para vocês os meus passos....vamos comigo, do nada para algum lugar??










Concurso ou Exercício da Advocacia?





Pessoal! finalmente decidi o que quero da vida rsrsrs.
Sempre quis terminar meu último ano da faculdade de direito e exercer a advocacia, principalmente a trabalhista. Mas não sou uma jovenzinha que poderá esperar por muito até me alavancar na carreira jurídica. É uma profissão linda demais e com certeza vou poder aplicá-la sendo uma procuradora do trabalho ou juiza, ou analista e até mesmo uma técnica judiciária na esfera trabalhista.

Então está decidido, concursos públicos lá vou eu!
Além dos posts voltados para o estudo jurídico, vou postar também assuntos relacionados a concursos públicos, então aguardem esta nova fase.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A Haddadolândia e o Bolsa Crack — São Paulo, a cidade que está sendo fumada

24/01/2014
 às 6:19


Homem acende cachimbo de crack (Foto: Silva Júnior/FolhaPress)
Homem acende cachimbo de crack (Foto: Silva Júnior/FolhaPress)
O que aconteceu nesta quinta-feira no Centro de São Paulo, na Haddadolândia, ex-Cracolândia, é muito grave. E não me refiro, é evidente, à ação do Denarc, que prendeu um traficante. Refiro-me é à rapidez com que os petistas, setores da imprensa, ONGs e a Al Qaeda eletrônica petralha nas redes sociais se uniram para criar uma farsa, para inventar uma história que não existiu, a exemplo do que fizeram há dias com o jovem Kaíque, que, infelizmente, suicidou-se pulando de um viaduto. Tentaram criar uma vítima da homofobia. A ministra Maria do Rosário, com irresponsabilidade peculiar, emitiu uma nota acusando o crime que não aconteceu. E não se desculpou depois.
No caso da Haddadolândia, como se sabe, os policiais foram atacados por dependentes — três se feriram. Veículos da polícia foram depredados. Foi chamado o reforço — e é o que tem de ser feito —, e houve confronto. Em nenhum momento, Fernando Haddad ou seu secretário de Segurança, um queridinho de setores da imprensa chamado Roberto Porto, lamentaram o ataque aos policiais. Ao contrário: a Polícia Civil foi tratada como uma força invasora; como se tivesse pisado território sagrado; como se tivesse cruzado a linha que separa o resto da cidade de uma zona livre para o consumo e o tráfico de drogas.
De maneira ridícula, patética, assombrosa, Haddad reclamou que a Prefeitura não fora previamente avisada da operação, reclamação que Roberto Porto repetiu em entrevista ao Jornal da Globo. E por que ele deveria? Que se saiba, a repressão ao tráfico não é tarefa do município. Na prática, a atual gestão faz exatamente o contrário: põe mais dinheiro nas mãos de dependentes. Em vez de a petezada se mobilizar para vir aqui me ofender, deveria tentar provar que falo mentira; deveria tentar demonstrar que distorço os fatos quando digo que Haddad está dando aos consumidores — que são os clientes dos traficantes — mais dinheiro do que tinham antes. O Denarc, já deixei claro, não tem de avisar a Prefeitura de coisa nenhuma. A ex-Cracolândia, atual Haddadolândia, não é um país independente; não é uma região autônoma, embora Haddad queira fazer parecer que sim.
A versão só prosperou porque, quando o assunto é descriminação das drogas e congêneres — e a Haddadolância é hoje uma cidade em que as drogas foram descriminadas, e os viciados, estatizados — não há objetividade possível em amplos setores da imprensa. Aí vários comandos de redação —  incluindo TVs — permitem a mais desabrida militância.
Já está evidente, leiam os posts abaixo, que o Denarc nada mais fez do que cumprir a sua função. Reportagem da Folha de hoje informa que há a suspeita de que policiais do órgão estariam ligados ao tráfico na região. É? Que a polícia se mobilize para prendê-los. Não há evidência de que a operação desta quinta tenha relação com isso.
As visitas
Já vivi o bastante para desconfiar de algumas coincidências. Como deixou claro a delegada Elaine Biasoli, a prisão de traficantes na região é frequente — e nem poderia ser diferente: ali estão os consumidores e o dinheiro. Segundo ela, houve 65 detenções por ali de novembro até 20 de janeiro. Nesta quinta, no entanto, haviam passado por lá três capas-pretas do PT: o ministro Alexandre Padilha e os secretários municipais José de Fillipi Jr. (Saúde) e o já citado Roberto Porto.
Não pensem que os dependentes estão desconectados do mundo a ponto de não saber o que se passa. É claro que eles já perceberam que podem contar, sim, com a Prefeitura — e da pior maneira possível. Haddad resolveu lhes conceder aquele pedaço da cidade. Ele está pouco se lixando para quem mora ou trabalha por ali. Nesta sexta, a Juventude do PT (petista e jovem ao mesmo tempo??? Que coisa velha!!!) decidiu fazer uma manifestação na Haddadolândia contra a ação da polícia.
Ora, vocês já sabem qual é o desdobramento prático disso: os traficantes, que são, de fato, os que mandam no pedaço vão se sentir ainda mais livres para enfrentar a polícia. Haddad, ele sim, está criando um gueto; Haddad, ele sim, está criando uma política de apartheid.
Braços Abertos?
Ridiculamente, setores da imprensa (ver post) endossam a conversa mole de que a ação do Denarc atrapalha o programa De Braços Abertos (o tal que dá salário, comida e casa). Atrapalha em quê? Os traficantes, então, devem ficar soltos? Haddad, já firmei aqui, está querendo encontrar uma desculpa para o que é um fracasso por definição.
Estamos diante de um caso escancarado de degradação do estado de direito. É claro que se decidiu, ainda que informalmente, que a Haddadolândica fica num outro país — num outro mundo, quem sabe… Fico cá a imaginar o que sentirão os proprietários de imóveis da região quando receberem o carnê de IPTU, por exemplo. Estarão pagando um imposto à Prefeitura para viver em meio ao lixo, enquanto o seu patrimônio vai sendo fumado pelos intocáveis de Fernando Haddad. Não é só isso: o prefeito está destruindo um patrimônio material e cultural que é de todos os paulistanos. Na região e seu entorno — que também vai se degradando —, está a melhor infraestrutura da cidade. Também ela está virando fumaça, junto com um pedaço da história da cidade.
É preciso que se tenha muito claro que, enquanto durar essa política, não há recuperação possível para aquela área da cidade. Ainda que Haddad perca a eleição em 2016 — como está longe! —, seu sucessor ou sucessora terá dificuldades imensas para pôr fim a esse programa irresponsável, pautado pela má consciência dos oportunistas e pela boa consciência dos ingênuos.
Por que Haddad não se muda para a Cracolândia? Se acha que pais e mães, que moram no Centro da cidade, devem submeter seus filhos àquela rotina, por que não dá ele próprio o exemplo e leva pra lá a sua família? Demagogia? Ora, ele já não andou até de ônibus? Mas atenção! Tem de ficar lá sem escolta armada, como acontece com os demais moradores.
Não deixa de ser eloquente que, nesta quinta-feira, o primeiro figurão petista a visitar a Haddadolândia tenha sido justamente Alexandre Padilha, que é o novo Haddad que Lula tirou do bolso do colete, agora para concorrer ao governo de São Paulo. Quem sabe venha por aí uma Haddadolândia de dimensões estaduais, não é? 
Por Reinaldo Azevedo

Manchetes do dia 24/01/2013





Foto meramente ilustrativa por ser Manchete do dia!


- SP: Câmera registra ação da policia na cracolândia
- Alckmin diz que cracolândia não pode virar disputa politica em SP
- Queixas de consumidores lideram denuncias ao Ministério Publico
- PF apreende quase US$ 190 mil em quarto de hotel em Sao Paulo
- Detida em aeroporto, britânica é acusada de levar R$ 65 mil na calcinha para sírios
- Hospital troca cirurgia na vesícula em adolescente por operação de fimose
- Rombo nas contas externas do Brasil é maior desde 1947
- MP acusa Garotinho de propaganda antecipada
- Policiais são suspeitos de comandar trafico, diz jornal
- Presídio de pedrinhas registra no princípio de motim
- Suspeito de assalto abre sorriso ao ser preso no RJ e diz se achar gala
- SP testes em animais são proibidos

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